Resumo: A amigdalite bacteriana é a inflamação das amígdalas causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, com sintomas como dor de garganta intensa, febre e placas de pus. O tratamento é feito com antibióticos, que precisam ser tomados até o fim mesmo com melhora dos sintomas: interromper cedo demais aumenta o risco de complicações raras, mas sérias, como febre reumática, problemas nos rins e abscesso peritonsilar, que é uma emergência médica.
Amigdalite bacteriana, a inflamação na garganta que provoca dificuldade ao engolir alimentos diversos, falta de apetite, febre, dentre outros sintomas.
Se informe sobre os demais sintomas, tratamento e dicas de prevenção contra essa infecção:
O que é amigdalite bacteriana?
A amigdalite bacteriana é uma inflamação das amígdalas causada por bactérias. As amígdalas são dois grupos de tecido linfático localizados na parte de trás da garganta, uma de cada lado.
Elas fazem parte do sistema linfático e desempenham um papel importante no sistema imunológico. Existem três pares de amígdalas no corpo humano: as amígdalas palatinas, as amígdalas faríngeas (adenoides) e as amígdalas linguais.
As amígdalas são parte integrante do sistema imunológico, ajudando a identificar e combater patógenos, como bactérias e vírus, que entram no corpo por meio da boca e do nariz, sendo responsáveis pela produção de linfócitos, células do sistema imunológico que desempenham um papel crucial na resposta imunológica.
Elas agem como filtros, ajudando a evitar que patógenos alcancem regiões mais profundas do sistema respiratório e do trato gastrointestinal.
Apesar de seu papel protetor, as amígdalas podem, em alguns casos, tornar-se inflamadas (amigdalite) devido a infecções bacterianas ou virais.
A amigdalite bacteriana é frequentemente causada por bactérias do tipo Streptococcus, sendo a Streptococcus pyogenes a causa mais comum. Esta condição é também conhecida como “amigdalite estreptocócica”.
O que causa amigdalite bacteriana?

A amigdalite bacteriana é causada principalmente por bactérias, sendo a bactéria Streptococcus pyogenes (também conhecida como estreptococo do grupo A) a causa mais comum.
No entanto, outras bactérias, como Staphylococcus aureus, podem também desencadear a amigdalite bacteriana.
Os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da amigdalite bacteriana incluem:
- Contato com bactérias: a infecção geralmente ocorre quando uma pessoa entra em contato direto com as gotículas respiratórias de uma pessoa infectada, por meio de espirros, tosse ou contato próximo.
- Ambientes fechados: a amigdalite bacteriana é mais comum em ambientes fechados, como escolas e creches, onde as pessoas estão em contato recorrente e próximo umas com as outras.
- Sistema imunológico fraco: indivíduos com um sistema imunológico enfraquecido têm maior probabilidade de contrair infecções bacterianas.
- Idade: a amigdalite bacteriana é mais comum em crianças e adolescentes, embora adultos também possam ser afetados.
- Estação do ano: a incidência de amigdalite bacteriana pode aumentar durante os meses de outono e inverno.
Os sintomas comuns da amigdalite bacteriana incluem dor de garganta persistente e dificuldade ao engolir.
Como é feita a transmissão?
A amigdalite bacteriana é geralmente transmitida por meio do contato com gotículas respiratórias de uma pessoa infectada. As principais formas de transmissão incluem:
- Contato pessoal próximo.
- Gotículas respiratórias.
- Contato com superfícies contaminadas.
- Contato em ambientes fechados.
- Compartilhamento de objetos pessoais.
Contato pessoal próximo com uma pessoa infectada. Isso pode incluir beijos, abraços e compartilhamento de utensílios de comida.
A pessoa infectada pode espalhar gotículas respiratórias no ar quando fala, tosse ou espirra. Se uma pessoa saudável inala essas gotículas, pode ficar infectada.
As bactérias responsáveis pela amigdalite podem permanecer vivas em superfícies por algum tempo. Se uma pessoa saudável tocar em uma superfície contaminada e, em seguida, tocar o rosto, especialmente a boca, o nariz ou os olhos, ela pode ficar infectada.
Compartilhar objetos pessoais, como talheres, copos, toalhas e escovas de dentes, também pode contribuir para a transmissão.
É importante notar que a transmissão pode ocorrer mesmo quando a pessoa infectada não apresenta sintomas óbvios.
Portanto, é essencial praticar boa higiene, como lavar as mãos regularmente, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e adotar medidas preventivas, especialmente durante surtos de infecções respiratórias. O uso de máscaras em ambientes onde a transmissão é mais provável também pode ser uma medida preventiva.
Amigdalite bacteriana: sintomas

O diagnóstico do problema geralmente é feito por um profissional de saúde, que pode realizar um exame físico de garganta para identificar sinais da bactéria causadora.
- Dor de garganta intensa: a dor de garganta geralmente é um dos sintomas mais proeminentes.
- Dificuldade ao engolir: a inflamação das amígdalas pode tornar a deglutição desconfortável.
- Febre: pode haver um aumento na temperatura corporal.
- Inchaço das amígdalas: as amígdalas podem parecer vermelhas e inchadas.
- Pus nas amígdalas: em alguns casos, pode haver a formação de placas de pus nas amígdalas.
Os sintomas da amigdalite bacteriana podem durar de 5 a 7 dias.
Complicações da amigdalite bacteriana não tratada
Esse é um ponto que costuma passar despercebido, mas é o motivo pelo qual médicos insistem tanto em terminar o tratamento por completo. Quando a amigdalite bacteriana não é tratada, ou o antibiótico é interrompido antes do fim, existe risco de complicações:
- Abscesso peritonsilar: acúmulo de pus ao lado da amígdala, que causa dor intensa e assimétrica ao engolir, voz “abafada”, dificuldade para abrir a boca (trismo) e, às vezes, desvio da úvula. É uma urgência médica e costuma exigir drenagem no pronto-socorro;
- Febre reumática: uma complicação rara, mas séria, em que o sistema imunológico reage de forma equivocada e passa a afetar coração, articulações e sistema nervoso;
- Glomerulonefrite pós-estreptocócica: inflamação dos rins que pode surgir semanas depois da infecção, com sinais como urina escura e inchaço.
Essas complicações são raras hoje em dia, graças ao tratamento correto com antibióticos, mas continuam existindo. Procure atendimento de emergência se, durante ou depois de uma amigdalite, você notar dor muito mais forte de um lado da garganta, dificuldade para respirar ou engolir a própria saliva, ou inchaço importante de um lado do pescoço.
Amigdalite X saúde bucal
A amigdalite não afeta diretamente os dentes, já que as amígdalas ficam na parte de trás da garganta, mas existe uma relação indireta que vale mencionar. A dor ao engolir durante uma crise pode levar à redução da ingestão de líquidos e à diminuição da produção de saliva, que tem papel protetor contra a cárie. Além disso, más condições de higiene bucal favorecem o acúmulo de bactérias que podem contribuir para infecções na garganta, incluindo a amigdalite.
Por isso, mesmo durante o tratamento com o médico, manter a higiene bucal em dia continua sendo importante, e o dentista pode ser mais um profissional a notar sinais de amigdalite durante exames de rotina.
Como tratar essa inflamação?
Como tratar amigdalite bacteriana? Essa pergunta é a mais feita por pessoas que sofrem com essa inflamação, visto que é de grande incômodo. O tratamento geralmente envolve a utilização de antibióticos para tratar a infecção.
Caso suspeite estar com amigdalite bacteriana, o primeiro passo é consultar um médico especialista, podendo ser um otorrinolaringologista.
Se a amigdalite for causada por bactérias, especialmente o Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A), o médico pode prescrever antibióticos, como penicilina ou amoxicilina.
Medicamentos analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, podem ser recomendados para aliviar a dor de garganta e reduzir a febre.
Descansar e manter-se hidratado são componentes importantes do tratamento. Beber líquidos quentes, como chá ou caldo, pode ajudar a aliviar a dor de garganta.
Gargarejar com água salgada morna pode proporcionar alívio temporário da dor de garganta.
Evite fumar e se expor a substâncias irritantes para ajudar na recuperação.
Durante os primeiros dias do tratamento, a pessoa infectada deve evitar o contato próximo com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão.
É fundamental seguir rigorosamente as instruções do médico e concluir todo o curso de antibióticos, mesmo que os sintomas melhorem antes do término do tratamento, exatamente para evitar as complicações descritas acima. Não se esqueça de manter a higiene bucal em dia.
Como prevenir a amigdalite?

A prevenção da amigdalite, especialmente da forma bacteriana, envolve a adoção de medidas para reduzir o risco de infecções na garganta.
Lave as mãos regularmente com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar, e antes de comer. O uso de desinfetante para as mãos à base de álcool também pode ser útil.
Evite o contato próximo com pessoas que têm infecções respiratórias, como resfriado ou gripe. Isso inclui beijos, abraços e compartilhamento de utensílios.
Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com um lenço ou o cotovelo. Isso ajuda a evitar a propagação de germes no ar.
Evite compartilhar utensílios de comida, copos, garrafas e outros objetos pessoais que possam transmitir germes.
Adote um estilo de vida saudável que inclua uma dieta equilibrada, exercícios regulares, sono adequado e gerenciamento do estresse para fortalecer o sistema imunológico.
Ao adotar essas práticas preventivas, é possível reduzir significativamente o risco de contrair amigdalite e outras infecções na garganta. Caso haja suspeita de amigdalite ou outros problemas de saúde, é importante procurar a orientação de um profissional médico.
Visitas regulares ao dentista
As visitas regulares garantem ao paciente a oportunidade de realizar consultas odontológicas e oferecem ao profissional a possibilidade de acompanhar a sua saúde bucal e prevenir doenças.
Além disso, por meio das visitas regulares é possível estabelecer um histórico odontológico, o que garante que o dentista tenha acesso aos procedimentos odontológicos já realizados e a possíveis tratamentos para garantir a sua saúde bucal.
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Perguntas Frequentes
Por que preciso terminar todo o antibiótico mesmo já melhorando?
Porque interromper cedo demais aumenta o risco de complicações raras, mas sérias, como febre reumática, problemas nos rins e abscesso peritonsilar. O tratamento incompleto também favorece resistência bacteriana.
Quando a amigdalite bacteriana vira uma emergência?
Se a dor de garganta ficar muito mais forte de um lado só, vier com dificuldade para respirar ou engolir a própria saliva, voz abafada ou inchaço importante no pescoço, procure atendimento de emergência: pode ser um abscesso peritonsilar.
Amigdalite bacteriana afeta os dentes?
Não diretamente, mas a dor ao engolir pode reduzir a ingestão de líquidos e a produção de saliva, que protege contra a cárie. Manter a higiene bucal durante o tratamento continua importante.
Amigdalite bacteriana é contagiosa mesmo sem sintomas visíveis?
Sim, a transmissão pode ocorrer mesmo quando a pessoa infectada não apresenta sintomas óbvios, por isso boas práticas de higiene são importantes mesmo sem suspeita ativa da doença.
Amigdalite bacteriana sempre precisa de antibiótico?
Quando confirmada como bacteriana, sim, geralmente com penicilina ou amoxicilina. Amigdalites virais não respondem a antibióticos e costumam ser tratadas apenas com suporte.








